jorge BRAGA

O que se alonga.....

Olhei a baleia majestosa

azul de certeza

naquela imagem silenciosa

diminuindo e desaparecendo

no azul cor do céu

no oceano estampado

 

os olhos fecham as imagens

de as guardarem aconchegadas

no sentido de nunca o ter

no sonho de sentir as gotas

todas

de cada pequeno mar

 

de quanto espaço se faz o espaço de o sentir vazio

 

poesia de sentir o crescer das miudezas

correndo riachos

gotejando emoções

escorrendo tudo ao sabor de nada

em cada partícula que é tudo e todo

de pertencer

 

marco passos nesta areia que desliza seca

 

olho de novo a baleia enorme

nadando azul no azul que a engole

olho a vertigem  imagem que se expande infinita

no universo indiferente

 

conto estrelas de as sentir alheias

como grãos de areia escorrendo dos dedos

 

olho da baleia o espelho de a sentir minha

diminuindo o universo num infinito diferente

de o sentir colado  em cada sensação

 

de quantos pedaços se faz o inteiro

neste sentir aos pedaços a vida inteira

 

do azul que cresce se faz o azul que diminui

unindo mundos de miudezas

sentindo de cada agulha o valor de cada uma

picando a cor de pensar

o branco vazio no branco cheio

 

de que mar se faz o mar grande

o que cresce sem parar

e é grande...grande

de que mar se faz o mar pequeno

o que minga sem fim

e é enorme...enorme

 

ondas de imagens que se afastam

fechando momentos

concêntricas  sensações

que se espalham lentas

por este moinho de tempo fino

ao vento ao sol e à chuva

aguardando tempo

de ser

momento

em cada cor

em cada som

em cada intervalo do infinito enredado

em cada migalha de sentir

este mundo e o sentir nele espelhado

nesta magia de sentir cada imagem

espalhada por nostalgia

sentida como poesia

indefinida forma de andar

ao sol e à chuva

passeando

 

 

 

 

 

 

 

 



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