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Sufocar

 

Nesta hora farei o que desejo, buscar palavras vãs,

Inconsequentes verbetes, Tetis que me ignore.

De gente sublimada, de tristeza, dor mia eu chore

Raios e trovões refulgem, enxofre ou ozónio,

Gaea olvidou ocultar a arte da morte,

Quem destarte, perante tal, tenta a sua sorte?

 

Os pássaros que permanecem nas temperanias

Projetam à chuva os ninhos, ninhos é o que fazem

Cuidam da prole e estimulam o nicho da espécie.

Eu, que não sei de pássaros, admiro as feitorias

Embelezadas com penas arrancadas, ò sabedoria!

 

Nós os que não somos fantásticos apenas observamos,

O brilho expresso em nobres feitos ou banais atos

Todos objeto de profundo respeito e admiração.

Se falhamos alguns é por falta de atenção.

E a singela simplicidade da obra irrealizada,

Cai sobre nós, sufoca, qual lugar essa desonra nos coloca?   

 

Lá longe ouve-se o chiar de uma engrenagem não lubrificada.

 



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