J. Carlos

A Nossa Noite de Fados

 

A  NOSSA 

NOITE  DE  FADOS ...

 

Quando p’rá rua saí, encontrei a madrugada,

Deambulando pela noite, sem ter nada p’ra fazer,

Mas quando me viu, correu p’ra mim, com ar de desajeitada,

Parecendo-me não saber lá muito bem, o que depois me dizer.

 

E como eu estava sozinho... apenas passeando,

Também corri, de braços abertos, para logo a receber,

E depois dos beijinhos e abraços, devagar fomos andando,

Mas entretanto falando... para ver o que iríamos fazer.

 

E como não tínhamos ninguém já esperando,

Partimos logo, noite adentro, para nela passear,

E foi quando, a minha amiga, tratou de me ir desafiando,

Para eu, os meus tristes poemas, pedir a alguém para cantar.

 

E eu, não tendo nada a perder, logo na primeira tasca entrei,

Pedindo à jovem fadista, para os meus poemas entoar...

E quando numa guitarra peguei… e também a dedilhei,

Sentimos que a nossa noite, ainda agora, ela iria começar.

 

(J. Carlos – Junho 2011)

https://plus.google.com/u/0/collection/kAoOnB

 



Para poder comentar y calificar este poema, debes estar registrad@. Regístrate aquí o si ya estás registrad@, logueate aquí.